
O Bom Bandido começa daquele jeito que prende rápido. A história é baseada na vida real de Jeffrey Manchester, um ladrão que criou métodos bem diferentes para fugir da polícia. A direção de Derek Cianfrance mantém tudo com um clima simples, emocional e com momentos que falam mais pelo silêncio do que pela ação.
A trama acompanha Jeffrey, interpretado por Channing Tatum. Ele entrega um trabalho sensível e direto, mostrando um cara inteligente, cuidadoso e ao mesmo tempo completamente perdido. Sem spoilers. Mas a parte em que ele transforma uma Toys “R” Us em esconderijo é o que deixa o filme com aquela mistura de tensão e estranheza que faz você prestar atenção em cada detalhe.

Kirsten Dunst aparece como Leigh e traz uma emoção discreta e verdadeira para a história. LaKeith Stanfield entra como um personagem que muda o rumo dos acontecimentos de forma natural. Peter Dinklage participa menos, mas quando aparece, mostra presença e força. O elenco se encaixa bem, cada um reforçando o lado humano do filme.
A fotografia em 35mm deixa tudo com cara de lembrança, enquanto as luzes fortes da loja, os corredores vazios e os objetos espalhados criam um visual simples, mas cheio de significado; ao mesmo tempo, os detalhes tecnológicos da época, como câmeras antigas e babás eletrônicas improvisadas, ajudam a mostrar como Jeffrey conseguiu se esconder por tanto tempo.
No final, O Bom Bandido se destaca por mostrar o crime de um jeito humano, sem exageros e sem tentar transformar tudo em espetáculo.
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