O Homem Que Sussurra | Crítica sem spoilers

O filme O Homem Que Sussurra é outra aposta fraca da Netflix no ano, que se junta a Peaky Blinders: O Homem Imortal e A Última Casa no hall de filmes que vendem uma premissa interessante, mas acabam se provando vazios e, no fim das contas, desnecessários.

Assim como assisti A Última Casa por causa de Wagner Moura, fui para O Homem Que Sussurra pelo elenco: Robert De Niro e Michael Keaton. E, mais uma vez, saí frustrado. Nenhuma das relações entre os personagens convence ou é capaz de criar algum apego por parte do público. Essa falta de alma pesa principalmente no terço final, justamente quando o filme parece tentar desesperadamente provocar alguma comoção — mas não há envolvimento suficiente para que seus desfechos tenham o impacto pretendido.

Um suspense genérico e superficial

Tentando beber diretamente da fonte de O Silêncio dos Inocentes, O Homem Que Sussurra acaba se consolidando como um suspense genérico e superficial, com pouquíssimos momentos realmente empolgantes. E, ironicamente, até nesses momentos algumas decisões de roteiro parecem existir apenas para estragar o que estava funcionando.

Robert De Niro, que construiu uma carreira inteira marcada por atuações memoráveis, parece aqui tão frustrado em estar naquele filme quanto o próprio personagem parece estar em sua situação.

O Homem Que Sussurra tem um plot twist fácil de prever

E, para completar, há o grande plot twist final. Se você assistiu aos primeiros dez minutos com um mínimo de atenção, dificilmente será surpreendido. No fim, fica a sensação de que O Homem Que Sussurra tinha uma boa ideia nas mãos, mas nunca encontrou uma maneira realmente interessante de desenvolvê-la.

Assista ao trailer de O Homem Que Sussurra:

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