Crítica sem spoilers: Pacificador – 2ª temporada é divertida, mas perde a força no final

Beatriz MartinsNotíciasCríticas12/10/2025297 Views

A segunda temporada de Pacificador mantém a qualidade da primeira — o humor, a química entre os personagens, o ritmo que prende —, mas o final… talvez não tenha sido o que a gente esperava.

O núcleo principal continua sendo um dos grandes acertos de James Gunn. Ele sabe muito bem como extrair o máximo de cada personagem, seja com piadas absurdas, humor ácido ou aquele toque de escrotidão (no melhor sentido possível). O elenco todo segura as pontas com carisma e sintonia, especialmente o Vigilante, o Economos e, claro, o Chris Smith, o Pacificador. Todos eles entregam atuações que reforçam o quanto Gunn tem mão firme na hora de equilibrar humor e humanidade.

O problema é que, mesmo fazendo tudo isso muito bem, talvez esse não tenha sido o melhor caminho para o personagem. Existe sim um desenvolvimento dramático interessante — o peso do passado de Chris é tratado com cuidado e até certa sensibilidade —, mas algo se perdeu no meio do processo.

Apesar de toda a fantasia do traje colorido, que simboliza esse lado debochado e destemido de James Gunn em abraçar o gênero de super-herói, a verdade é que Pacificador parece, nesta temporada, ter tido vergonha de ser uma série de super-herói. Faltou porradaria. Não que não exista ação, mas ela ficou em segundo plano. Boa parte dos episódios é dedicada ao núcleo de amizades do protagonista, o que até aprofunda a relação entre eles, mas deixa de lado o aspecto mais explosivo e físico que o público esperava ver.

Isso ficou ainda mais evidente no episódio final — que, mesmo após uma temporada elogiada, acabou decepcionando. Passamos quase dois terços do desfecho sem o personagem que dá nome à série. E quando o Pacificador finalmente aparece, é um Chris abatido, distante, muito mais tristonho do que heroico. A identidade de herói (ou de anti-herói) simplesmente se dilui, deixando a sensação de que algo essencial ficou faltando.

Ainda assim, o saldo é positivo. A segunda temporada não apaga o brilho da primeira, nem os bons momentos que Gunn construiu aqui. Mas fica aquela pontinha de frustração: a de ver um personagem tão cheio de potencial terminar num tom baixo, quase melancólico.

Eu, sinceramente, me recuso a acreditar que essa é a última vez que veremos o Pacificador. Talvez não venha uma terceira temporada — o próprio James Gunn já deu a entender isso —, mas esse personagem ainda tem coisa pra contar. Seja em um filme, um especial, ou até em outro projeto do novo universo DC. Porque depois de tudo o que foi construído, simplesmente encerrar aqui não parece justo.

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